calEstamos iniciando uma série especial prá falar da Cal. No primeiro post a proposta é abordar aspectos do traço e emboço.

Quando chega a fase do revestimento das alvenarias nas obras, a cal entra em cena como o principal ator. Este é o elemento que assegura não só o acabamento, mas a garantia para evitar rachaduras e despreendimentos.

O grande segredo da cal está no “traço”, ou proporção na liga entre o cimento, cal e areia. Dependendo da finalidade, que pode ser revestimento interno, externo e assentamento de tijolo comum, o “traço” é adequado.

A proporção mais comum é 1:1:6 e 1:2:9, sendo estes números a proporção do cimento, cal e areia, respectivamente. A quantidade da água é outro segredo que permite ao pedreiro “puxar”, ou dar o formato desejado sem deixar a argamassa muito mole nem muito rígida.

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A função da cal na hidratação do revestimento
Tradicionalmente o revestimento de uma parede se dá em três camadas: chapisco, feito com areia e cimento no traço de 1:6 e 1:10.

A próxima camada é a massa grossa, ou “emboço”. Normalmente esta camada tem o traço de 1:1:6 e 1;2:9. Este traço está condicionado ao estilo da obra. Uma obra mais rústica, basa uma massa grossa.

O revestimento com gesso é necessário a “massa fina”, que será aplicada sobre a massa grossa (emboço). O objetivo é criar uma superfície uniforme para que a tinta seja bem fixada. Vale destacar que a massa corrida também pode fazer parte do processo de pintura para os serviços mais requintados.

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